terça-feira, 24 de agosto de 2010
O que é que há em comum entre Conan O'Brien e Marco Paulo?
terça-feira, 25 de maio de 2010
XV Gala dos Globos de Ouro
segunda-feira, 8 de março de 2010
E porque esta foi noite de Óscares
Frio, assim que a modos quase congelado:
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Crónica dos Medos
A minha preocupação vai aumentando, galopantemente, à medida que se aproximam os dias compridos de Verão. Não é que não goste dessa estação fresca e viçosa como só ela o é. O grande problema é que com o Verão chegam também esses especimens tão estranhos quanto familiares, os nossos maravilhosos emigrantes.
(Não tenho nada contra os emigrantes propriamente ditos, gente corajosa que se aventura à procura de uma vida melhor. Aliás, eu própria sou um projecto de emigrante, só não o sendo verdadeiramente porque não calhou. Tivesse-me sido dada a oportunidade e seria eu uma orgulhosa emigrante portuguesa, concerteza.)
O busílis da questão prende-se com os hábitos que os emigrantes adquirem no seu mais recente habitat (sim, porque quando eles partiram não podiam ser assim! Não, não eram assim). Há qualquer coisa nos novos ares que lhes entra pela mioleira, eles vão interiorizando aquilo e depois apresentam-se-nos (lá está, no Verão) em termos que não lembram a ninguém.
A mulher emigrante, tipicamente encorpada, fez uma permanente apertada no cabelo oxigenado, mas deixando sempre umas raízes escuras, talvez para não se esquecer de quem um dia foi. Pinta as unhas de rosa choque mas, tendo eventualmente necessidade de provar que é uma verdadeira emigrante, e não uma dondoca aburguesada, deixa o verniz descascar, mostrando assim lascas de unha por pintar. Usa roupas em tons amarelo, verde alface, laranja e, quando a ocasião o exige, um dourado discreto. Deu aos filhos o nome de Linda Vanessa e António José, mas trata-os carinhosamente por Vavá e Toni.
O homem emigrante, assim que chega à terra, vai pousar a sua barrigona na mesa da tasca do Ti João e, entre uns cachaços e uma salada de polvo, vai contando aos amigos peripécias e novidades do estrangeiro, trocando com eles as mais recentes piadas onde conseguem encaixar as mulheres.
As manchas de suor alastram na camisa branca riscada de vermelho (ah, o meu Benfica qualquer dia ainda me mata do coração!!) e os seus parcos cabelos foram milimetricamente penteados e enlacados, da esquerda para a direita, numa tentativa totalmente falhada de disfarçar a careca, coisa, alias, que só o próprio é que parece não perceber.
Multiplique-se agora esta amostra por dúzias de famílias que chegam atulhadas de malas e saudades e sotaques e novidades e compreenda-se este meu temor crescente.
Ai, o Verão está mesmo aí.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Constatações LXXVIII
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Notas sobre os Globos de Ouro
2. Merecidíssimo o globo para Nuno Lopes (na categoria de melhor actor), que considero o melhor actor português da actualidade.
3. É um erro usar-se, neste tipo de ocasião, a cor da moda (que, por sinal, este ano é o azul): montes de cromos repetidos foi o que se viu.
4. Os irmãos Guedes são rapazes muito bonitos até abrirem a boca. Não posso com gente que quer ser engraçada sem ter piada nenhuma.
5. António Feio protagonizou um dos grandes momentos da noite ao agradecer ao seu pâncreas (para quem não sabe, ele tem um cancro no pâncreas) o facto de receber convites para tudo e mais alguma coisa, nomeadamente, nas suas palavras, para participar nos Globos de Ouro.

















